quarta-feira, 2 de julho de 2014

                         
UNIVERSIDADE  FEDERAL DE SANTA MARIA
LICENCIATURA EM GEOGRAFIA
METODOLOGIA DA PESQUISA EM GEOGRAFIA






PRÁTICA PEDAGÓGICA SOBRE RECURSOS MINERAIS: O CASO DAS PEDRAS PRECIOSAS NO MUNICÍPIO DE SANTANA DO LIVRAMENTO(RS)






                                                                 Marisa Remedi Ribeiro
                                                           Orientadora:Profª.Andrea Nummer


Santana do Livramento,RS,Brasil
2012

SUMÁRIO

Resumo   --------------------------------------------------------------------------------------3
Introdução  ------------------------------------------------------------------------------------3
1. Pedras Preciosas no município de Santana do Livramento-------------------5                  
1.1 Principais Minerais Extraídos  ------------------------------------------------------5
1.2  Processo de Extração ---------------------------------------------------------------6
1.3 Processo de Lapidação --------------------------------------------------------------7
1.4 Fator Econômico  ---------------------------------------- -----------------------------8
2 Procedimentos Metodológicos -------------------------------------------------------10
2.1 Revisão Bibliográfica -----------------------------------------------------------------10
3  Práticas Pedagógicas  -----------------------------------------------------------------11
4.Conclusão ---------------------------------------------------------------------------------13
Referências Bibliográficas----------------------------------------------------------------13
Anexos  ---------------------------------------------------------------------------------------14













RESUMO

Recursos minerais em Santana do Livramento.
A Prática pedagógica que foi desenvolvida neste trabalho, trata dos recursos minerais existentes na região de Santana do Livramento, extraídas das fazendas Novas São João e Primavera, as quais estão desativadas, as pedras preciosas ágata e ametista, que são as principais encontradas na região, são lapidadas e tingidas na cidade de Quarai, a cooperativa existente no município também desativada  não traz mais recursos econômicos para a população santanense. Através de pesquisas, foi realizado o trabalho com os alunos, que identificaram e classificaram as amostras de materiais coletados na cooperativa desativada, quantificando e qualificando as riquezas do solo santanense.

  INTRODUÇÃO

O presente trabalho apresenta como temática a riqueza mineral existente no solo das Fazendas Nova São João (mina a céu aberto em atividade) e Primavera (mina a céu aberto desativada), na cidade  Santana do Livramento ,RS relacionada a presença principalmente de geodos de ágata e ametista e também variedades de cornalina, quartzo incolor e leitoso. Estas reservas minerais são encontradas nas proximidades da fronteira sudoeste do Rio Grande do Sul com Uruguai, são extraídas e beneficiadas por cooperativados no município de Santana do Livramento.
Muitos projetos do Governo Federal incentivaram a atividade do garimpo no município de Santana do Livramento e nas fazendas em destaque. Foram criadas cooperativas onde seus cooperados receberam cursos dos programas SEBRAI e SENAI para profissionalizar a mão de obra artesanal. Na década de 2000 o funcionamento dessas cooperativas recebia apoio do Governo Federal de onde vieram os recursos financeiros para a compra de maquinários e cursos de aperfeiçoamento.
Atualmente o beneficiamento destas pedras não é mais realizado em Santana do Livramento, mas no município vizinho de Quaraí, na cooperativa COOPERGEMA lá existente. O local onde funcionava a cooperativa em Santana do Livramento, hoje se encontra abandonada com todo o maquinário, as pedras e muitos ornamentos confeccionados pelos cooperados. Os cooperados, não sabem explicar a razão do porque a cooperativa que tinha um estatuto e era legalizada, fechou as portas por ordem do governo municipal e nunca mais pode funcionar.
Sabe-se que os motivos que levaram à paralisação das atividades de beneficiamento exercidas pela cooperativa podem ser muitos, porém, é importante salientar que o modo de extração destes minerais, pode ter contribuído de alguma forma para que isso ocorresse. A extração predatória de minerais, em todo Brasil e, particularmente nessa região, traz conseqüências desastrosas ao meio ambiente como a degradação da paisagem com a supressão de áreas de vegetação, reconfiguração de superfícies topográficas, impacto visual, aceleração de processos erosivos e dos cursos d’água, aumento da emissão de partículas em suspensão no ar entre outras.
Devido à importância comercial e social deste bem mineral para o município de Santana do Livramento este trabalho teve como objetivo geral desenvolver uma prática pedagógica com alunos da E.E.E.F.Vitélio Gazapina com o propósito de identificar a variedade de pedras extraídas das fazendas Primavera e Nova São João: conhecer o processo de lapidação e comercialização dessas pedras e os benefícios econômicos que proporcionam para a comunidade.

1. PEDRAS PRECIOSAS NO MUNICÍPIO DE SANTANA DO LIVRAMENTO
         
Nas proximidades da fronteira sudoeste do Rio Grande do Sul com Uruguai, inserida no contexto da Província de Basaltos do Platô Continental do Paraná, na cidade de Santana do Livramento, estão localizadas as Minas novo São João (a céu aberto em atividade), e a Primavera (a céu aberto abandonada) conforme mostram os mapas de localização das (Figuras 01 e 02- anexo).
         São extraídos comercialmente dessa região geodos de ágata e ametista, apesar de ocorrerem também variedades de cornalina, quartzo incolor e leitoso.  Os geodos estão alojados em níveis rasos de rochas basálticas, as quais apresentam estruturas de fluxo magmático e fraturas. A rocha encaixante é afanítica, constituída por plagioclásio e clinopiroxênio, associados com quantidades variáveis de ilmenita, magnetita, apatita, quartzo e argilominerais.
         O modo de ocorrência, o tamanho e a forma dos geodos são condicionados por sítios de dilatância relacionados com o fluxo das lavas basálticas. Estes espaços abertos possibilitaram a percolação de fluidos mineralizantes e a precipitação de minerais de sílica resultando na formação de geodos com preenchimento variável. Os cristais de ametista nos geodos contêm inclusões de goethita, halita, silvita e pirita. Além disto, inclusões de fluorita também ocorrem na gema estudada (Brum etal.;1994).
        O modo de ocorrência e as associações minerais dos geodos combinados com as estruturas de dilatância das rochas encaixantes sugerem que a formação dos geodos está relacionada com processos epigenéticos de infiltração de águas subterrâneas aquecidas (fluidos geotermais). O conjunto de dados sugere que as seguintes feições podem ser utilizadas como guias prospectivos locais para a localização de áreas-alvo propícias a alojar geodos: rochas com estruturas de dilatância abertas; ocorrências de fontes de águas termais; e presença de quartzo-arenito silicificado. Esta área geológica tem o contexto propício para alojar vários depósitos de geodos (Costa 2007).

1.            Principais minerais extraídos

        Os principais minerais extraídos dos geodos, na região de Santana do Livramento são ágatas e ametistas. A ágata caracteriza-se por ter cores variadas, disposta em faixas paralelas, retas e/ou concêntricas. As cores mais comuns são cinza e cinza-azulado, havendo também faixas de cores branca, preta, amarela, laranja, bege, vermelho e marrom (Figura 03-anexo). Quando as cores não são atraentes, limitando-se a tons de cinza, por exemplo, pode aproveitar o fato de a ágata ser porosa e tingi-la. O fato de ser tingida não diminui em nada o valor comercial dessa gema (Costa 2007).
        Outras gemas gaúchas são os cristais-de-rocha (quartzo incolor), abundantes, mas aproveitados apenas como peça de coleção ou decorativa; jaspe (verde ou vermelho); cornalina (alaranjada e vermelha) e ônix (preto). Há ainda variedades de sílica de formas e arranjos exóticos, conhecidas entre produtores e comerciantes por nomes populares: conchinha da ágata (ou medalha), pratinho, flor de ametista, geodinhos, pedra d’água, etc (Costa 2007).
         A ametista é a variedade roxa do quartzo, composta por uma sobreposição irregular de lâminas alternadas de quartzo esquerdo e direito (Figura 04 e 05-anexo).  A ametista pode se quebrar com uma fratura ondulada ou mostrar “impressões digitais” e a interseção de dois conjuntos de ondulações curvas podem produzir numa superfície fraturada, um padrão parecido com o de um “motor rodando”. A ametista encontra-se na natureza sob forma de geodos ou drusas. Geodos são pedras ocas revestidas internamente por cristais de quartzo ou ametista, os encontrados na região. Drusas são agrupamentos irregulares de cristais sobre uma matriz.

1.2  Processo de Extração

     As extrações dos minerais são regulamentadas e nas áreas de preservação ambiental não devem ser retirados. O subsolo brasileiro é considerado rico, pois possui reservas (jazidas) minerais que tem um grande valor econômico. O Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores brasileiros de pedras preciosas e um dos mais importantes produtores mundiais de duas delas, a ágata e a ametista. A ocorrência deste tipo de pedra em solo gaúcho é muito comum, porém o que distingue as jazidas de uma região para a outra é a qualidade e quantidade das mesmas, o que possibilita a exploração comercial. Em Santana do Livramento, há duas jazidas que são exploradas: Mina São João (a céu aberto em atividade) e a Primavera (a céu aberto, abandonada),minas essas que fazem a extração de forma irregular sem cuidados com o meio ambiente ficando abandonadas ou desativadas por não cumprirem as regras de extração impostas pela Secretaria do Meio Ambiente, não se conhece outras jazidas em exploração ou a serem exploradas.
   Uma vez extraídos do ambiente, os recursos naturais não podem ser repostos pelo homem. Por se tratar de extração de recursos naturais não renováveis da crosta terrestre, a mineração geralmente é vista como uma atividade altamente impactante e não sustentável. Os efeitos ambientais e sócio-econômicos do aproveitamento destes jazimentos dependem, principalmente, da forma na qual esta atividade será planejada e desenvolvida.
       A extração predatória de minerais, em todo o Brasil e, particularmente em nossa região, deixa consequências desastrosas ao meio ambiente:
_ Degradação da paisagem (supressão de áreas de vegetação, reconfiguração de superfícies topográficas, impacto visual, aceleração de processos erosivos). O garimpo age diretamente no leito de córregos e rios e em suas cabeceiras, devastando a vegetação das margens, provocando erosão e assoreamento dos cursos d’água;
_ Poeira (aumento da emissão de partículas em suspensão no ar);
_ Poluição das águas (modificação de cursos d’água, assoreamento de cursos d’água, aumento da turbidez e da qualidade de sólidos em suspensão corpos d’água receptores, etc...);
_ Depósitos de rejeitos (os rejeitos ficam amontoados em grandes depósitos, à beira de estradas, ao lado de pequenas indústrias perto de rios e nascentes e, em alguns casos, na rua próxima ao local onde as pedras são serradas)(Schumann 2006).Esse trabalho pode ser observado no fluxograma de extração e beneficiamento ,o qual demonstra facilmente o processo com seus meios prejudiciais ao meio ambiente (Figura 7- Anexo).

1.3 Processo de Lapidação

  A Lapidação é uma forma de ressaltar e dar brilho às pedras preciosas reflete a luz, elas são lapidadas de forma que a luz seja mais bem refletida.  Existem vários tipos de lapidação de pedras, que se for realizada de forma errada, pode fazer a pedra ficar quebradiça ou sem o devido brilho, além de quebrar durante o processo de lapidação.
   Existem três tipos de lapidação:
_ Lapidação Lisa: tem duas formas, a plana e a cabochão. A lapidação em cabochão, do francês caboche, é feita de forma levemente convexa na parte inferior e a superior geralmente é arredondada, e espera-se que tenha formato bem proporcional, tanto em dimensão quanto na(Hall 1997) forma, e que a pedra fique lisa, é a lapidação mais simples. Esse tipo de lapidação é utilizado em gemas opacas ou translúcidas com algumas inclusões, e gemas que são mais destacadas são lapidadas em cabochão.
_ Lapidação Facetada: ou em facetas tem três formas: brilhante, lapidação em esmeralda e em degraus. A lapidação em formato de brilhante apresenta 57 facetas, e consiste em facetas de borda paralela, sendo que o maior número de facetas está na parte inferior da pedra. Esse é o tipo de lapidação mais usado na joalheria, e por ser tão utilizada, a lapidação brilhante virou sinônimo de diamante, mas na verdade é apenas um tipo de lapidação. Por ser confundida com o diamante, quando se usa a lapidação brilhante em outras pedras que não seja o diamante, tem que se dizer qual pedra foi usada na lapidação.
_ Lapidação Esmeralda: é uma lapidação em degraus em formato octagonal. Além da lapidação em degraus, conhecida como lapidação esmeralda, existe a lapidação em tesoura, que é uma lapidação cruzada, onde as facetas ficam subdivididas. A lapidação Mesa é a mais simples do tipo facetada. Também existe a lapidação Ceilão que consiste em lapidar a pedra em diversas facetas para melhor aproveitar a gema bruta, e por último existe a lapidação rosa ou roseta, mas essa é pouco utilizada por não proporcionar muito brilho à pedra.
    As pedras também são lapidadas em vários tipos de formatos: ovalada, redonda, antiga, novete, trapézio, triangular e outros(Figura 6- anexo).
    Vale ressaltar que as pedras extraídas no município de Santana do Livramento são enviadas ao município vizinho para serem lapidadas. O que acarreta grandes perdas comerciais para o município que poderia fazer o corte, a lapidação e o polimento sem provocar perdas nas  características das pedras ,produzindo adornos para as pessoas e enfeites para as casas gerando  renda sem maiores  gastos. 

 1.4 Fator Econômico.

 O local em Santana do Livramento, onde funcionava a cooperativa, na Av. Francisco Reverbel de Araújo Góes. Nº 4004, Bairro do Armour, hoje se encontra abandonado com todo o maquinário, com as pedras e com muitos ornamentos confeccionados pelos cooperados. Os cooperados da extinta cooperativa  Coopergema com 20 associados, não sabem explicar a razão do porque a cooperativa que tinha um estatuto e era legalizada fechou as portas por ordem do governo municipal e nunca mais pode funcionar.
 A existência de projetos do Governo Federal veio incentivar a atividade do garimpo em nosso município e nas fazendas em destaque.
Foram criadas cooperativas as quais seu cooperados  receberam cursos do programa Sebrai e Senai para especializar e  profissionalizar a mão de obra artesanal. Na década de 2000 o funcionamento dessas cooperativas recebia o apoio do Governo Federal, de onde vieram os maquinários e os financiamentos de aperfeiçoamento, atualmente nada mais funciona, a extração das pedras é feita e levada para o município de Quarai, onde recebem todo o beneficiamento, na cooperativa lá existente, Coopergema.
 As pedras preciosas de diversas variedades, uma vez extraídas e beneficiadas, foi em nosso município, fonte de renda para muitas famílias. São vários os questionamentos, sobre os motivos do fechamento da cooperativa: se estaria havendo uma degradação descontrolada ao meio ambiente na extração das pedras, ou se haveria problema no processo de lapidação que não estariam tendo os devidos cuidados com o meio ambiente ou ainda seriam problemas de ordem política.
Em visita as fazendas citadas, não foram permitidas a entrada no local para observar e coletar material de pesquisa, amostra das pedras e nem para manter contato com os trabalhadores. A explicação dada por um funcionário da fazenda foi de que ali não existia extração de pedras nos dias atuais.
Na Fazenda São João o funcionário, informou que o garimpo estava temporariamente desativado e que não era permitida a entrada de pessoas estranhas no local.
 Os dados apresentados aqui foram obtidos por meio de uma entrevista com uma das participantes da cooperativa. Com ela foram obtidos os documentos legais de funcionamento da cooperativa como seu estatuto e regimento interno. As amostras para o trabalho com os alunos foram coletadas nas imediações da extinta cooperativa.


2-PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Para a realização deste artigo utilizou-se a pesquisa qualitativa e exploratória, com pesquisa de campo, coleta de pedras preciosas (Agata e ametista) que foram analisadas e observadas as formas de exploração usadas e os cuidados com o meio ambiente.  Todo esse trabalho encontrou aporte na pesquisa bibliográfica onde foram abordadas as ideias e pensamentos dos autores e  entrevistados como  os cooperativados afim de obter informações suficientes para a realização de uma prática  na Escola Estadual De Ensino Fundamental Vitéllio Gazapina, com alunos do 4 ano, no município de Santana do Livramento. A escolha da entrevista semi estruturada deve - se ao fato de que a mesma permite que o sujeito entrevistado possa se manifestar de maneira subjetiva expondo melhor seu ponto de vista sobre as questões solicitadas. Na prática pedagógica foram abordos os temas e explorado o assunto através do material concreto e utilizou-se também como fonte de pesquisa a internet para obter-se mais subsídios e aprofundar as questões.

2.1  Revisão Bibliográfica
A extração, lapidação e comercialização  das gemas encontradas nessa região é legal?
               O local onde em Santana do Livramento funcionava a cooperativa, hoje se encontra abandonado com todo o maquinário, com as pedras e com muitos ornamentos confeccionados pelos cooperados. Os cooperados não sabem explicar a razão do porque a cooperativa que tinha um estatuto e era legalizada, fechou as portas, por ordem do governo municipal e nunca mais pode funcionar. As pedras preciosas ágata e ametista, uma vez extraídas e beneficiadas, são ou já foram em nosso município, fonte de renda para muitas famílias, mas, problemas talvez políticos não permitam mais o exercício dessa atividade. São varias as perguntas que teremos que responder através da pesquisa: estaria havendo uma degradação descontrolada ao meio ambiente na extração das pedras ou seria na lapidação que, não estariam tendo os devidos cuidados com o meio ambiente(Figura 7-anexo). A observação direta dos trabalhadores na lapidação das pedras e os cuidados que os mesmos tem com a segurança própria, com a saúde e o meio ambiente, deveram ser anotados, com  levantamento de dados e registros através de fotos e filmagens  com a finalidade de esclarecer o porque do fechamento da cooperativa, deixando tantas famílias desempregadas. O Mapeamento das áreas de ocorrência das pedras preciosas será feita a partir de observação da área e identificação da localização, com o uso do Google Earth. Os alunos farão a observação, identificação e catalogação das pedras preciosas coletadas nas áreas citadas, com as informações adquiridas na internet.

 3 PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
Com o objetivo de despertar o interesse dos alunos em conhecer, analisar e identificar as pedras preciosas (ágata e ametista) encontradas no solo do município santanense,foi realizada durante uma semana a pesquisa e levantamentos de dados primeiramente pela professora nas áreas de ocorrência dos minerais ágata e ametista, não sendo possível a pesquisa de campo no solo das fazendas Novo São João e Primavera,os dados foram colidos na extinta cooperativa de pedras preciosas, que embora ,esteja desativada ainda guarda todo maquinário ,peças confeccionadas para venda e pedras brutas que seriam lapidadas para serem usadas na criação de peças preciosas.A professora recolheu desse local pedras brutas para serem observadas pelos alunos e identificadas.
O assunto pedras preciosas foi  abordado de forma bem prática trazendo a temática do desemprego na região por falta de oferta de campo de trabalho.Os alunos demonstraram surpresa ao tomarem conhecimento que em nossa região existe um solo rico do qual são extraídas ou eram extraídas pedras preciosas para elaboração de diversos adornos preciosos.Eles demonstraram interesse em fazer a pesquisa e fizeram uso da internet para conhecer o então desconhecido (ANEXO 8, 9 e10 ,).Fizeram a leitura de textos sobre pedras preciosas no mundo todo e identificaram a origem das pedras.Descobriram através do Google Eart os locais de ocorrência das pedras preciosas ágata e ametista em nosso município,localizaram minas desativadas ,observaram fotos e vídeos sobre a ocorrência de pedras preciosas em outros municípios e fizeram a comparação de que em outros lugares essas pedras fazem parte da economia gerando renda para as famílias de diversas localidades.Grande foram os questionamentos que surgiram entre os alunos que queriam maiores esclarecimentos. A professora  com objetivo de sanar as dúvidas dos alunos e de adquirir novos conhecimentos procurou marcar uma palestra com algum membro da cooperativa e ou da prefeitura municipal mas ,não teve êxito pois,ninguém tinha disponibilidade de tempo para tais informações.Os alunos tiveram que realizar os trabalhos apenas com as informações coletadas na internet.Para que os alunos conhecessem as pedras, a professora levou-os ao laboratório de técnicas industriais, onde eles observaram as pedras preciosas e identificaram  com etiquetas as mesmas(Figuras 11,12,13,14,e 15-anexos). Através da apresentação de vídeos os alunos viram o processo de tingimento de uma pedra e a forma de extração nas minas ,os cuidados que se tem que ter para não contaminar  o meio ambiente e também com a saúde dos mineiros que apresentam doenças respiratórias quando não tomam os devidos cuidados de proteção para exercer o trabalho de minerador.Os alunos tomaram conhecimento dos projetos dos Governos Federais  de apoio a especialização da mão de obra com os programas do SEBRAE,SENAC E SENAI, onde o trabalhador faz cursos de aperfeiçoamento e especialização em pedras preciosas.Essa atividade foi encerrada com um relato de forma oral pelos alunos que demonstraram satisfação em conhecer as riquezas do município e dispostos a continuar estudando e investigando o porque das “nossas” pedras não estarem sendo usadas para gerar renda em nossa cidade.

4. CONCLUSÃO
As pedras preciosas que ocorrem no município de Santana do Livramento nas Fazendas Novo São João e Primavera ,poderiam estar sendo aproveitadas pela população santanense como fonte de renda e trabalho, uma vezes que há no município, pessoas especializadas para trabalhar com as pedras desde a extração ao produto final .A lapidação das pedras poderia ser feita na extinta cooperativa, uma vez que nesse local esta instalado todo o equipamento necessário para o processo.
Essa prática no contexto escolar no ensino de Geografia venho fazer com que os alunos do 4º ano 2 adquirissem  conhecimento  sobre as riquezas que tem no subsolo brasileiro e especialmente no nosso município através da pesquisa que realizaram com interesse e dedicação, demonstrando curiosidade em descobrir a origem das pedras ,valor, extração e lapidação ,termos que eram desconhecidos para eles e que através do uso do dicionário conceituaram os mesmo. A observação e identificação das pedras preciosas despertou indagações que foram respondidas com o uso da internet e com esclarecimentos da professora que tentou sanar as dúvidas quanto ao uso dessas pedras para gerar renda e emprego no município. Essas práticas levam o aluno  a exercer o senso crítico e a cidadania fazendo descobertas e elevando o grau de conhecimento, sobre o espaço que ocupa geograficamente e socialmente, vindo a ser um agente de mudanças no cotidiano de uma sociedade. 

    







REFERÊNCIAS  BIBLIOGRÁFICAS
[PDF] 
[PDF] 
                                                  
http://www.iica.int/Esp/regiones/sur/brasil/Lists/Publicacoes/Attachments/5/Revista%20Espa%C3%A7o%20Regional%20N%204.pdf    revista espaço regional,ministério da integração nacional e jornal a Platéia.




ANEXOS
Figura 1 google maps


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