UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
LICENCIATURA
EM GEOGRAFIA
METODOLOGIA
DA PESQUISA EM GEOGRAFIA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA SOBRE RECURSOS MINERAIS: O CASO DAS PEDRAS PRECIOSAS NO MUNICÍPIO DE
SANTANA DO LIVRAMENTO(RS)
Marisa
Remedi Ribeiro
Orientadora:Profª.Andrea Nummer
Santana
do Livramento,RS,Brasil
2012
SUMÁRIO
Resumo --------------------------------------------------------------------------------------3
Introdução
------------------------------------------------------------------------------------3
1. Pedras Preciosas no município de Santana do
Livramento-------------------5
1.1 Principais Minerais Extraídos
------------------------------------------------------5
1.2 Processo de
Extração ---------------------------------------------------------------6
1.3 Processo de Lapidação --------------------------------------------------------------7
1.4 Fator Econômico
---------------------------------------- -----------------------------8
2 Procedimentos Metodológicos
-------------------------------------------------------10
2.1 Revisão Bibliográfica -----------------------------------------------------------------10
3 Práticas
Pedagógicas
-----------------------------------------------------------------11
4.Conclusão
---------------------------------------------------------------------------------13
Referências
Bibliográficas----------------------------------------------------------------13
Anexos
---------------------------------------------------------------------------------------14
RESUMO
Recursos minerais em Santana do
Livramento.
A Prática pedagógica que foi
desenvolvida neste trabalho, trata dos recursos minerais existentes na região
de Santana do Livramento, extraídas das fazendas Novas São João e Primavera, as
quais estão desativadas, as pedras preciosas ágata e ametista, que são as
principais encontradas na região, são lapidadas e tingidas na cidade de Quarai,
a cooperativa existente no município também desativada não traz mais recursos econômicos para a
população santanense. Através de pesquisas, foi realizado o trabalho com os alunos,
que identificaram e classificaram as amostras de materiais coletados na
cooperativa desativada, quantificando e qualificando as riquezas do solo
santanense.
INTRODUÇÃO
O
presente trabalho apresenta como temática a riqueza mineral existente no solo
das Fazendas Nova São João (mina a céu aberto em atividade) e Primavera (mina a
céu aberto desativada), na cidade
Santana do Livramento ,RS relacionada a presença principalmente de
geodos de ágata e ametista e também variedades de cornalina, quartzo incolor e
leitoso. Estas reservas minerais são encontradas nas proximidades da fronteira
sudoeste do Rio Grande do Sul com Uruguai, são extraídas e beneficiadas por
cooperativados no município de Santana do Livramento.
Muitos
projetos do Governo Federal incentivaram a atividade do garimpo no município de
Santana do Livramento e nas fazendas em destaque. Foram criadas cooperativas
onde seus cooperados receberam cursos dos programas SEBRAI e SENAI para
profissionalizar a mão de obra artesanal. Na década de 2000 o funcionamento
dessas cooperativas recebia apoio do Governo Federal de onde vieram os recursos
financeiros para a compra de maquinários e cursos de aperfeiçoamento.
Atualmente
o beneficiamento destas pedras não é mais realizado em Santana do Livramento,
mas no município vizinho de Quaraí, na cooperativa COOPERGEMA lá existente. O
local onde funcionava a cooperativa em Santana do Livramento, hoje se encontra
abandonada com todo o maquinário, as pedras e muitos ornamentos confeccionados
pelos cooperados. Os cooperados, não sabem explicar a razão do porque a
cooperativa que tinha um estatuto e era legalizada, fechou as portas por ordem
do governo municipal e nunca mais pode funcionar.
Sabe-se
que os motivos que levaram à paralisação das atividades de beneficiamento
exercidas pela cooperativa podem ser muitos, porém, é importante salientar que
o modo de extração destes minerais, pode ter contribuído de alguma forma para
que isso ocorresse. A extração predatória de minerais, em todo Brasil e,
particularmente nessa região, traz conseqüências desastrosas ao meio ambiente
como a degradação da paisagem com a supressão de áreas de vegetação,
reconfiguração de superfícies topográficas, impacto visual, aceleração de
processos erosivos e dos cursos d’água, aumento da emissão de partículas em
suspensão no ar entre outras.
Devido à importância comercial e social
deste bem mineral para o município de Santana do Livramento este trabalho teve
como objetivo geral desenvolver uma prática pedagógica com alunos da
E.E.E.F.Vitélio Gazapina com o propósito de identificar a variedade de pedras
extraídas das fazendas Primavera e Nova São João: conhecer o processo de
lapidação e comercialização dessas pedras e os benefícios econômicos que
proporcionam para a comunidade.
Nas
proximidades da fronteira sudoeste do Rio Grande do Sul com Uruguai, inserida
no contexto da Província de Basaltos do Platô Continental do Paraná, na cidade
de Santana do Livramento, estão localizadas as Minas novo São João (a céu
aberto em atividade), e a Primavera (a céu aberto abandonada) conforme mostram
os mapas de localização das (Figuras 01 e 02- anexo).
São extraídos comercialmente dessa
região geodos de ágata e ametista, apesar de ocorrerem também variedades de
cornalina, quartzo incolor e leitoso. Os
geodos estão alojados em níveis rasos de rochas basálticas, as quais apresentam
estruturas de fluxo magmático e fraturas. A rocha encaixante é afanítica,
constituída por plagioclásio e clinopiroxênio, associados com quantidades
variáveis de ilmenita, magnetita, apatita, quartzo e argilominerais.
O modo de ocorrência, o tamanho e a
forma dos geodos são condicionados por sítios de dilatância relacionados com o
fluxo das lavas basálticas. Estes espaços abertos possibilitaram a percolação
de fluidos mineralizantes e a precipitação de minerais de sílica resultando na
formação de geodos com preenchimento variável. Os cristais de ametista nos
geodos contêm inclusões de goethita, halita, silvita e pirita. Além disto,
inclusões de fluorita também ocorrem na gema estudada (Brum etal.;1994).
O modo de
ocorrência e as associações minerais dos geodos combinados com as estruturas de
dilatância das rochas encaixantes sugerem que a formação dos geodos está
relacionada com processos epigenéticos de infiltração de águas subterrâneas
aquecidas (fluidos geotermais). O conjunto de dados sugere que as seguintes
feições podem ser utilizadas como guias prospectivos locais para a localização
de áreas-alvo propícias a alojar geodos: rochas com estruturas de dilatância
abertas; ocorrências de fontes de águas termais; e presença de quartzo-arenito
silicificado. Esta área geológica tem o contexto propício para alojar vários
depósitos de geodos (Costa 2007).
1.
Principais
minerais extraídos
Os principais minerais extraídos dos
geodos, na região de Santana do Livramento são ágatas e ametistas. A ágata
caracteriza-se por ter cores variadas, disposta em faixas paralelas, retas e/ou
concêntricas. As cores mais comuns são cinza e cinza-azulado, havendo também
faixas de cores branca, preta, amarela, laranja, bege, vermelho e marrom
(Figura 03-anexo). Quando as cores não são atraentes, limitando-se a tons de
cinza, por exemplo, pode aproveitar o fato de a ágata ser porosa e tingi-la. O
fato de ser tingida não diminui em nada o valor comercial dessa gema (Costa
2007).
Outras gemas gaúchas são os
cristais-de-rocha (quartzo incolor), abundantes, mas aproveitados apenas como
peça de coleção ou decorativa; jaspe (verde ou vermelho); cornalina (alaranjada
e vermelha) e ônix (preto). Há ainda variedades de sílica de formas e arranjos
exóticos, conhecidas entre produtores e comerciantes por nomes populares:
conchinha da ágata (ou medalha), pratinho, flor de ametista, geodinhos, pedra
d’água, etc (Costa 2007).
A ametista é a variedade roxa do quartzo,
composta por uma sobreposição irregular de lâminas alternadas de quartzo
esquerdo e direito (Figura 04 e 05-anexo).
A ametista pode se quebrar com uma fratura ondulada ou mostrar “impressões
digitais” e a interseção de dois conjuntos de ondulações curvas podem produzir
numa superfície fraturada, um padrão parecido com o de um “motor rodando”. A
ametista encontra-se na natureza sob forma de geodos ou drusas. Geodos são
pedras ocas revestidas internamente por cristais de quartzo ou ametista, os
encontrados na região. Drusas são agrupamentos irregulares de cristais sobre
uma matriz.
1.2 Processo
de Extração
As extrações dos minerais são
regulamentadas e nas áreas de preservação ambiental não devem ser retirados. O
subsolo brasileiro é considerado rico, pois possui reservas (jazidas) minerais
que tem um grande valor econômico. O Rio Grande do Sul é um dos maiores
produtores brasileiros de pedras preciosas e um dos mais importantes produtores
mundiais de duas delas, a ágata e a ametista. A ocorrência deste tipo de pedra
em solo gaúcho é muito comum, porém o que distingue as jazidas de uma região
para a outra é a qualidade e quantidade das mesmas, o que possibilita a
exploração comercial. Em Santana do Livramento, há duas jazidas que são
exploradas: Mina São João (a céu aberto em atividade) e a Primavera (a céu
aberto, abandonada),minas essas que fazem a extração de forma irregular sem
cuidados com o meio ambiente ficando abandonadas ou desativadas por não
cumprirem as regras de extração impostas pela Secretaria do Meio Ambiente, não
se conhece outras jazidas em exploração ou a serem exploradas.
Uma vez extraídos do ambiente, os recursos
naturais não podem ser repostos pelo homem. Por se tratar de extração de
recursos naturais não renováveis da crosta terrestre, a mineração geralmente é
vista como uma atividade altamente impactante e não sustentável. Os efeitos
ambientais e sócio-econômicos do aproveitamento destes jazimentos dependem,
principalmente, da forma na qual esta atividade será planejada e desenvolvida.
A extração predatória de minerais, em
todo o Brasil e, particularmente em nossa região, deixa consequências
desastrosas ao meio ambiente:
_ Degradação da
paisagem (supressão de áreas de vegetação, reconfiguração de superfícies
topográficas, impacto visual, aceleração de processos erosivos). O garimpo age
diretamente no leito de córregos e rios e em suas cabeceiras, devastando a
vegetação das margens, provocando erosão e assoreamento dos cursos d’água;
_ Poeira (aumento da
emissão de partículas em suspensão no ar);
_ Poluição das águas
(modificação de cursos d’água, assoreamento de cursos d’água, aumento da
turbidez e da qualidade de sólidos em suspensão corpos d’água receptores,
etc...);
_ Depósitos de rejeitos (os rejeitos ficam amontoados em
grandes depósitos, à beira de estradas, ao lado de pequenas indústrias perto de
rios e nascentes e, em alguns casos, na rua próxima ao local onde as pedras são
serradas)(Schumann 2006).Esse trabalho pode ser observado no fluxograma de
extração e beneficiamento ,o qual demonstra facilmente o processo com seus
meios prejudiciais ao meio ambiente (Figura 7- Anexo).
1.3 Processo de Lapidação
A Lapidação é uma forma de ressaltar e dar
brilho às pedras preciosas reflete a luz, elas são lapidadas de forma que a luz
seja mais bem refletida. Existem vários
tipos de lapidação de pedras, que se for realizada de forma errada, pode fazer
a pedra ficar quebradiça ou sem o devido brilho, além de quebrar durante o
processo de lapidação.
Existem três tipos de lapidação:
_ Lapidação Lisa: tem
duas formas, a plana e a cabochão. A lapidação em cabochão, do francês caboche,
é feita de forma levemente convexa na parte inferior e a superior geralmente é
arredondada, e espera-se que tenha formato bem proporcional, tanto em dimensão
quanto na(Hall 1997) forma, e que a pedra fique lisa, é a lapidação mais
simples. Esse tipo de lapidação é utilizado em gemas opacas ou translúcidas com
algumas inclusões, e gemas que são mais destacadas são lapidadas em cabochão.
_ Lapidação Facetada:
ou em facetas tem três formas: brilhante, lapidação em esmeralda e em degraus.
A lapidação em formato de brilhante apresenta 57 facetas, e consiste em facetas
de borda paralela, sendo que o maior número de facetas está na parte inferior
da pedra. Esse é o tipo de lapidação mais usado na joalheria, e por ser tão
utilizada, a lapidação brilhante virou sinônimo de diamante, mas na verdade é
apenas um tipo de lapidação. Por ser confundida com o diamante, quando se usa a
lapidação brilhante em outras pedras que não seja o diamante, tem que se dizer
qual pedra foi usada na lapidação.
_ Lapidação
Esmeralda: é uma lapidação em degraus em formato octagonal. Além da lapidação
em degraus, conhecida como lapidação esmeralda, existe a lapidação em tesoura,
que é uma lapidação cruzada, onde as facetas ficam subdivididas. A lapidação
Mesa é a mais simples do tipo facetada. Também existe a lapidação Ceilão que
consiste em lapidar a pedra em diversas facetas para melhor aproveitar a gema
bruta, e por último existe a lapidação rosa ou roseta, mas essa é pouco
utilizada por não proporcionar muito brilho à pedra.
As pedras também são lapidadas em vários
tipos de formatos: ovalada, redonda, antiga, novete, trapézio, triangular e
outros(Figura 6- anexo).
Vale ressaltar que as pedras extraídas no município de Santana do
Livramento são enviadas ao município vizinho para serem lapidadas. O que
acarreta grandes perdas comerciais para o município que poderia fazer o corte,
a lapidação e o polimento sem provocar perdas nas características das pedras ,produzindo
adornos para as pessoas e enfeites para as casas gerando renda sem maiores gastos.
1.4 Fator Econômico.
O local em Santana do Livramento, onde
funcionava a cooperativa, na Av. Francisco Reverbel de Araújo Góes. Nº 4004,
Bairro do Armour, hoje se encontra abandonado com todo o maquinário, com as
pedras e com muitos ornamentos confeccionados pelos cooperados. Os cooperados
da extinta cooperativa Coopergema com 20
associados, não sabem explicar a razão do porque a cooperativa que tinha um
estatuto e era legalizada fechou as portas por ordem do governo municipal e
nunca mais pode funcionar.
A existência de projetos do Governo Federal
veio incentivar a atividade do garimpo em nosso município e nas fazendas em
destaque.
Foram
criadas cooperativas as quais seu cooperados
receberam cursos do programa Sebrai e Senai para especializar e profissionalizar a mão de obra artesanal. Na
década de 2000 o funcionamento dessas cooperativas recebia o apoio do Governo
Federal, de onde vieram os maquinários e os financiamentos de aperfeiçoamento,
atualmente nada mais funciona, a extração das pedras é feita e levada para o
município de Quarai, onde recebem todo o beneficiamento, na cooperativa lá
existente, Coopergema.
As pedras preciosas de diversas variedades,
uma vez extraídas e beneficiadas, foi em nosso município, fonte de renda para
muitas famílias. São vários os questionamentos, sobre os motivos do fechamento
da cooperativa: se estaria havendo uma degradação descontrolada ao meio
ambiente na extração das pedras, ou se haveria problema no processo de
lapidação que não estariam tendo os devidos cuidados com o meio ambiente ou
ainda seriam problemas de ordem política.
Em
visita as fazendas citadas, não foram permitidas a entrada no local para
observar e coletar material de pesquisa, amostra das pedras e nem para manter
contato com os trabalhadores. A explicação dada por um funcionário da fazenda
foi de que ali não existia extração de pedras nos dias atuais.
Na
Fazenda São João o funcionário, informou que o garimpo estava temporariamente
desativado e que não era permitida a entrada de pessoas estranhas no local.
Os dados apresentados aqui foram obtidos por
meio de uma entrevista com uma das participantes da cooperativa. Com ela foram
obtidos os documentos legais de funcionamento da cooperativa como seu estatuto
e regimento interno. As amostras para o trabalho com os alunos foram coletadas
nas imediações da extinta cooperativa.
2-PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Para a realização deste artigo
utilizou-se a pesquisa qualitativa e exploratória, com pesquisa de campo,
coleta de pedras preciosas (Agata e ametista) que foram analisadas e observadas
as formas de exploração usadas e os cuidados com o meio ambiente. Todo esse trabalho encontrou aporte na
pesquisa bibliográfica onde foram abordadas as ideias e pensamentos dos autores
e entrevistados como os cooperativados afim de obter informações
suficientes para a realização de uma prática
na Escola Estadual De Ensino Fundamental Vitéllio Gazapina, com alunos
do 4 ano, no município de Santana do Livramento. A escolha da entrevista semi
estruturada deve - se ao fato de que a mesma permite que o sujeito entrevistado
possa se manifestar de maneira subjetiva expondo melhor seu ponto de vista
sobre as questões solicitadas. Na prática pedagógica foram abordos os temas e
explorado o assunto através do material concreto e utilizou-se também como
fonte de pesquisa a internet para obter-se mais subsídios e aprofundar as
questões.
2.1 Revisão Bibliográfica
A
extração, lapidação e comercialização
das gemas encontradas nessa região é legal?
O local onde em Santana do
Livramento funcionava a cooperativa, hoje se encontra abandonado com todo o
maquinário, com as pedras e com muitos ornamentos confeccionados pelos
cooperados. Os cooperados não sabem explicar a razão do porque a cooperativa
que tinha um estatuto e era legalizada, fechou as portas, por ordem do governo
municipal e nunca mais pode funcionar. As pedras preciosas ágata e ametista,
uma vez extraídas e beneficiadas, são ou já foram em nosso município, fonte de
renda para muitas famílias, mas, problemas talvez políticos não permitam mais o
exercício dessa atividade. São varias as perguntas que teremos que responder
através da pesquisa: estaria havendo uma degradação descontrolada ao meio
ambiente na extração das pedras ou seria na lapidação que, não estariam tendo
os devidos cuidados com o meio ambiente(Figura 7-anexo). A observação direta
dos trabalhadores na lapidação das pedras e os cuidados que os mesmos tem com a
segurança própria, com a saúde e o meio ambiente, deveram ser anotados,
com levantamento de dados e registros
através de fotos e filmagens com a
finalidade de esclarecer o porque do fechamento da cooperativa, deixando tantas
famílias desempregadas. O Mapeamento das áreas de ocorrência das pedras
preciosas será feita a partir de observação da área e identificação da
localização, com o uso do Google Earth. Os alunos farão a observação,
identificação e catalogação das pedras preciosas coletadas nas áreas citadas,
com as informações adquiridas na internet.
3 PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
Com o objetivo de despertar o interesse
dos alunos em conhecer, analisar e identificar as pedras preciosas (ágata e
ametista) encontradas no solo do município santanense,foi realizada durante uma
semana a pesquisa e levantamentos de dados primeiramente pela professora nas
áreas de ocorrência dos minerais ágata e ametista, não sendo possível a
pesquisa de campo no solo das fazendas Novo São João e Primavera,os dados foram
colidos na extinta cooperativa de pedras preciosas, que embora ,esteja
desativada ainda guarda todo maquinário ,peças confeccionadas para venda e
pedras brutas que seriam lapidadas para serem usadas na criação de peças
preciosas.A professora recolheu desse local pedras brutas para serem observadas
pelos alunos e identificadas.
O assunto pedras preciosas foi abordado de forma bem prática trazendo a
temática do desemprego na região por falta de oferta de campo de trabalho.Os
alunos demonstraram surpresa ao tomarem conhecimento que em nossa região existe
um solo rico do qual são extraídas ou eram extraídas pedras preciosas para
elaboração de diversos adornos preciosos.Eles demonstraram interesse em fazer a
pesquisa e fizeram uso da internet para conhecer o então desconhecido (ANEXO 8,
9 e10 ,).Fizeram a leitura de textos sobre pedras preciosas no mundo todo e
identificaram a origem das pedras.Descobriram através do Google Eart os locais
de ocorrência das pedras preciosas ágata e ametista em nosso
município,localizaram minas desativadas ,observaram fotos e vídeos sobre a
ocorrência de pedras preciosas em outros municípios e fizeram a comparação de
que em outros lugares essas pedras fazem parte da economia gerando renda para
as famílias de diversas localidades.Grande foram os questionamentos que
surgiram entre os alunos que queriam maiores esclarecimentos. A professora com objetivo de sanar as dúvidas dos alunos e
de adquirir novos conhecimentos procurou marcar uma palestra com algum membro
da cooperativa e ou da prefeitura municipal mas ,não teve êxito pois,ninguém
tinha disponibilidade de tempo para tais informações.Os alunos tiveram que
realizar os trabalhos apenas com as informações coletadas na internet.Para que
os alunos conhecessem as pedras, a professora levou-os ao laboratório de
técnicas industriais, onde eles observaram as pedras preciosas e
identificaram com etiquetas as
mesmas(Figuras 11,12,13,14,e 15-anexos). Através da apresentação de vídeos os
alunos viram o processo de tingimento de uma pedra e a forma de extração nas
minas ,os cuidados que se tem que ter para não contaminar o meio ambiente e também com a saúde dos
mineiros que apresentam doenças respiratórias quando não tomam os devidos
cuidados de proteção para exercer o trabalho de minerador.Os alunos tomaram
conhecimento dos projetos dos Governos Federais
de apoio a especialização da mão de obra com os programas do
SEBRAE,SENAC E SENAI, onde o trabalhador faz cursos de aperfeiçoamento e
especialização em pedras preciosas.Essa atividade foi encerrada com um relato
de forma oral pelos alunos que demonstraram satisfação em conhecer as riquezas
do município e dispostos a continuar estudando e investigando o porque das
“nossas” pedras não estarem sendo usadas para gerar renda em nossa cidade.
4. CONCLUSÃO
As pedras preciosas que ocorrem no município de Santana
do Livramento nas Fazendas Novo São João e Primavera ,poderiam estar sendo
aproveitadas pela população santanense como fonte de renda e trabalho, uma
vezes que há no município, pessoas especializadas para trabalhar com as pedras
desde a extração ao produto final .A lapidação das pedras poderia ser feita na
extinta cooperativa, uma vez que nesse local esta instalado todo o equipamento
necessário para o processo.
Essa prática no contexto escolar no ensino de Geografia
venho fazer com que os alunos do 4º ano 2 adquirissem conhecimento
sobre as riquezas que tem no subsolo brasileiro e especialmente no nosso
município através da pesquisa que realizaram com interesse e dedicação,
demonstrando curiosidade em descobrir a origem das pedras ,valor, extração e
lapidação ,termos que eram desconhecidos para eles e que através do uso do
dicionário conceituaram os mesmo. A observação e identificação das pedras
preciosas despertou indagações que foram respondidas com o uso da internet e
com esclarecimentos da professora que tentou sanar as dúvidas quanto ao uso
dessas pedras para gerar renda e emprego no município. Essas práticas levam o
aluno a exercer o senso crítico e a cidadania
fazendo descobertas e elevando o grau de conhecimento, sobre o espaço que ocupa
geograficamente e socialmente, vindo a ser um agente de mudanças no cotidiano
de uma sociedade.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
[PDF]
[PDF]
http://www.iica.int/Esp/regiones/sur/brasil/Lists/Publicacoes/Attachments/5/Revista%20Espa%C3%A7o%20Regional%20N%204.pdf revista
espaço regional,ministério da integração nacional e jornal a Platéia.
ANEXOS